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sexta-feira, 21 de março de 2008

Queria alguém pra conversar.

Obrigada por me deixar na mão, filhadaputa.

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Blog em hiatus pois ficarei 1 mês sem internet.

Como se alguém se importasse.


Lamento.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Bôa - Scoring

Bem, na falta de idéias para um post, mas na ânsia de atualizar este blog, vai uma letra de música. Eu gosto da melodia, e, principalmente, da letra.

E assim aproveito para divulgar esta banda ótima que ninguém nunca ouviu falar: Bôa. Bôa =/= de BoA. BoA = cantora coreana de pop. Bôa = banda inglesa ótima ♥ Este site http://br.geocities.com/boa_uk_br/ tem bastante música para escutar, nem precisa baixar.

Bem, agora, a letra.

-
Para escutar:
http://br.share.geocities.com/cleudeoliveira/Boa-Scoring.mp3


Bôa - Scoring [traduzida pelo Allan]


Enfie as linhas em uma ordem profunda
Marque-as tão fundo apenas para asber que você a disse
Fúria destrutiva, é mais fácil ser assim
Pelo menos você nunca teve que comer as palavras que você diz

Eu sinto prazer em sentir-me sozinho
Eu resguardo paixão em fazer as coisas por mim só

Eu nunca irei ser pego por sua humilhação
Eu nunca ficarei de joelhos


Enfie as linhas em uma ordem profunda
Marque-as tão fundo apenas para saber que você a disse
Fúria destrutiva, é mais fácil ser assim
Pelo menos você nunca teve que comer as palavras que você diz

Eu sinto prazer em sentir-me sozinha
Eu resguardo paixão em fazer as coisas por mim só

[¹]Eu nunca irei ser pega por sua humilhação
Eu nunca ficarei de joelhos

Segure o peso do mundo assim como você disse à ela
Mas ele parece mais pesado quando seus joelhos estão machucados
Mostre as pétalas de uma flor morrendo
Pelo menos você sabe que ela irá continuar em sua força

Eu tenho pena, daqueles que não podem ver claramente.
Você tem prazer, em fazer isso dificil de ser visto

[²]Tenha certeza de que ela está respirando
Tenha certeza de que ela está sentindo
Tenha certeza de que ela está te correspondendo
E então você poderá dizer a ela a pontuação
[²]

E então, você poderá machucá-la mais vezes
Eu nunca irei ser derrotada por sua humilhação
Eu nunca serei abalada por sua estupidez

-

Na verdade não é nunca; é nunca mais.
Porque não importa o que eu faça, parece que sempre minha pontuação será baixa.
Porém, já chega de me agarrar a cada mísera palavra sua como se fosse uma tentativa de conversa, chega de aceitar as migalhas de seu amor como um afogado se lança, sôfrego, a corda.

Quase com certeza isso não é uma indireta para você, caro amigo leitor desse blog, mas, se a carapuça serviu...

Bem, ainda assim.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Coldplay - The Scientist

Letra, vídeo e tradução, pois é exatamente como eu me sinto. [trechos em negrito e sublinhado para indicar coisas que são especialmente pertinentes no meu caso. ]

-
Vídeo




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Coldplay - The Scientist coldplay

Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart


Nobody said it was easy

It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start



I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart.
Questions of science, science and progress
Don't speak as loud as my heart.
So tell me you love me, come back and haunt me,

Oh, when I rush to the start
Running in circles, chasing in tails
coming back as we are.


Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy.
No one ever said it would be so hard

I'm going back to the start.
Ooooohhhhhhh [x4]

-

Tradução

Vim pra lhe encontrar,
Dizer que sinto muito,
Você não sabe o quão amável você é


Tenho que lhe achar,
Dizer que preciso de você,
Dizer que a abandonei


Conte-me seus segredos
Pergunte-me suas questões
Oh, vamos voltar pro começo



Correndo em círculos,
Surgindo as caudas,
Cabeças num separado silêncio


Ninguém disse que era fácil,
É tão vergonhoso pra nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Oh, me leve de volta pro começo...



Eu só estava pensando
Em números e figuras,
Rejeitando seus quebra-cabeças


Questões de ciência,
Ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração



Diga-me que me ama,
Volte e me assombre

Oh, quando eu corro pro começo


Correndo em círculos,
Perseguindo nossas caudas
Voltando a ser como éramos


Ninguém disse que era fácil,
É tão vergonhoso pra nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim

eu estou indo de volta para o começo...

-
É, meus amores, a tendência é eu iniciar com essa uma maratona de músicas-pseudo-românticas-e-depressivas-destacando-os-trechos-que-mais-sinto-do-fundo-da-alma. Se você é alguém próximo e amigo meu, sabe porque. Se não, deduza, otário.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Argh.

Faz algum tempo que eu não surto aqui. Já estavam ficando com saudades não é?

É, eu sei que não. Aliás, com quem eu supostamente tô falando, já que ninguém se dá ao trabalho de ler essa droga? Talvez comigo mesma e com o blog.

Only hope can keep me together
Love can mend your life but
Love can break your heart
[Message in a bottle - The Police]

Argh.
E até quando o amor vai agüentar substituir o entendimento?

Queria ser um andróide. Para, além de sonhar com ovelhas elétricas, não saber o que é dúvida. Em situações ruins é difícil saber o que é pior: incerteza angustiante ou dor concreta?

Saber que eu provavelmente estou sendo babaca, infantil, imatura, insegura e retardada não ajudam em nada. O que sinto é o que sinto; e é bem diferente do que penso ou sei. E essa droga toda é sentimental, não racional. Ademais, existem limitações quanto ao que posso fazer. Posso sentir o que quiser e não quiser, e no caso não quero. Mas continuo tendo direito a isso, e dispenso observações sobre o quão bizarra e imbecil sou.

Maldita insegurança do demônio.

Posso ser uma boba, fazendo tempestade em copo d'água e sendo dramática em excesso. Assim como posso, se parar para pensar, estar sendo bem mais ponderada que minha personalidade e natureza costumam me fazer ser. Até algum tempo atrás isso tudo teria me feito chorar e surtar surtar surtar. Não mais. Estou ficando forte q. Não que eu não tenha tido a minha seqüência usual de surto, mas foi menos "VOU MATAR, VOU MORRER". Enfim.

Existe uma, como direi?, rotina mais ou menos fixa para mim frente a uma situação desagradável:
1º - O Surto.
Com S maiúsculo porque ele é digno de respeito ok?
Nesse momento, se você tiver bom senso e cérebro, saia correndo para bem longe e só volte a falar comigo quando toda a situação ruim tiver passado. Porque eu faço jus ao anticristo. Sou grossa, mal humorada, muito explosiva, agressiva, temperamental e tenho o mau hábito de soltar verdades inconvenientes/irritantes/cruéis sobre vossa pessoa, se ousar vir me encher o saco ou - ai, ai, ai - me pedir calma ou dizer que passa. Disso eu sei, bocó, não ofenda minha inteligência porque ela provavelmente é maior que a sua, por sinal!
De uma forma geral, fique longe, ou vai sobrar para você também.

2º - A Depressão
Com D maiúsculo porque é de fazer menininha na tpm parecer otimista.
Durante o surto, sou capaz de correr uma maratona, de tanta energia - negativa, mas quem se importa? - que tenho. Agressividade, na verdade.
Porém depois toda a energia me abandona, fico mole, sem vida, deprimida que dói. Chateada, magoada. Se no Surto eu tenho tendências homicidas, na Depressão são suicidas [que assim como as homicidas, dificilmente se realizarão]. Na Depressão não choro, porque não sou muito de chorar, na verdade. Mas eu fico realmente mal, às vezes.

3º - Quando Essa Droga Toda Fica Mais Amena -
E assim eu posso lançar um olhar crítico sobre tudo isso. No geral vem no dia seguinte.
Aí sim eu consigo enxergar com alguma frieza crítica e me odiar: "Por que eu fico tão mal por coisas relativamente insignificantes? Sou mesmo retardada".

Já estou na fase 3, mas provavelmente a 1 e 2 ainda vem me dar uma visitinha.
Assim sendo, fiquem longe e não voltem, fdps.

E só.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Os erros que as pessoas costumam cometer em relação a me julgar.

Uma coisa que detesto profundamente são julgamentos. Não julgamentos jurídicos, obviamente. Julgamentos morais. Idéias pré-concebidas, a maldita intolerância.

E não é exatamente que me incomode mais, porque preconceitos e julgamentos morais sempre me enojam, magoam e irritam, mas acaba interferindo mais na minha vida os julgamentos sobre mim.

E eles não são poucos. Listarei-os:

+ Que por eu ser nova demais, sou imatura, inculta, ou incapaz de entender situações de "adultos"
Francamente, eu sou uma pessoa bastante amadurecida [sofrimento endurece, mas também amadurece e fortalece], com uma cultura boa [em especial se tratando de literatura] e inteligente. Só que, o maldito preconceito de "é folgadinha e criança, logo, não deve ser madura, nem inteligente" ferra comigo. Ou o pensamento idiota de que porque eu brinco muito, e faço piadas e sou sarcástica demais, não sei ser séria. Sei, e muito bem. Só que se não houver oportunidade, como alguém verá isso? Se não cogitar a idéia de falar coisas mais sérias comigo, como vai saber ou ter certeza se sei ou não lidar com esse tipo de situação?
Talvez o fato de eu ter rosto e corpo de criança influenciem nesse preconceito. Mas eu não os escolhi, escolhi?

Outro preconceito que sofro que me incomoda até a medula dos ossos é de que, graças a aparência de garota classe média alta e bem cuidada, sou depressiva ou irritada sem causa, à toa.
Internet é um veículo público de informação [e lixo, também], então é claro que não vou citar meus problemas pessoais. Mas alguns são bem sérios. E se não dá pra me respeitar por ser um ser humano pensante, com sentimentos que podem ser feridos, que me respeitassem por terem consciência de ignorarem minha vida privada.


Porque no final das contas, são só malditas aparências. Só malditas impressões muitas vezes falsas, preconceituosas, com tanta intolerância e superficialidade.

Já disse uma vez e repito: um ser humano define seu valor por caráter, coração e mente. Não coisas tão supérfluas quanto a cor do cabelo, da pele, as roupas que usa, a opção sexual, et cetera.

Não é necessário que aceite, que goste; gostar ou não de algo é uma opção e direito que todos e cada um têm. Mas respeitar é um dever. Uma obrigação perante à lei, e uma obrigação para se viver em sociedade, também.

Tanta raiva, tristeza, mágoa, desespero, violência e até vidas poderiam ser poupadas se isso fosse mais observado...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Meu maldito caráter e bom coração

Proinfernocomamodéstia. Porque eu sei que sou uma boa pessoa.

E que tenho caráter. E um bom coração. Pena que mais do que eu gostaria de ter. Mais do que seria recomendável, talvez.

Por exemplo, estou meio chateada. E ainda assim, estou mais preocupada em ajudar um grandesíssimo amigo do que ser ajudada. Só que isso cansa, cara.

Dei colo, dei carinho, dei amor, tive alguma paciência, dei conselhos, tentei ajudar, me preocupei. E o que tive de volta? Você gostava da pessoa Giovana, ou da boa amiga que eu era? Você gostava de mim por gostar ou por que eu te era útil e necessária?

Eu sei, eu sei que você tinha boas intenções, minha cara. Só que neste mundo, boas intenções não bastam. Aliás, não servem pra quase droga nenhuma. Engula-as, por favor. Parafraseando V de Vingança "Não vim aqui pelo que você queria [ou seria esperava?] fazer. Vim aqui pelo que você fez."

E o que você fez? Você foi mais uma fonte de problemas - e de problemas eu já tenho montes. Você sabe, não sabe? Ou deveria saber. Só que eu não me importaria com as dores de cabeça que você me causava. Com seus defeitos difííííceis de agüentar. Porque? Porque eu te amava.

Mas você deixou seu egoísmo matar nossa amizade...

E eu não preciso de você. Sério. Aprendi a ser sozinha, e tenho outras amigas, também. E nossa amizade estava sendo muito desgastante para mim. Porque, afinal, era eu que agüentava o fardo dela. Enquanto você fazia uns oceanos no meu vestido, pensa que eu não tinha problemas? Problemas sérios? Que era super agradável ficar lá, suportando suas explosões de ira ou depressão? Porque não era, sabe. Nem um pouco.

Só que eu teria agüentado na boa. Se houvesse algum retorno.

Mas não. Oh não.

E eu queria, muito, te dar uma segunda chance. Porém você não vai mudar, vai? Porque pra mudar de verdade, você teria de enxergar seu erro. Admitir que estava errada.

Mas seu orgulho babaca te impedirá.

E eu não posso abrir teus olhos. Não posso.

Ninguém poderá tirar a venda dos teus olhos por você, mesmo que o deseje do fundo da alma e tenha as melhores intenções e a mais imensa paciência. Só você pode decidir se quer enxergar a realidade, a verdade, as coisas como são, ou não. Se prefere a dura, fria e cruel realidade, ou a colorida ilusão. Uma pode te fazer sofrer para ser forte, a outra pode te alegrar e te permitir continuar a ser uma pessoa fraca.

Não te desejo mal algum, e você sabe disso. Desejo-te uma boa vida, e que você saiba - ou aprenda - a superar seus problemas sem mim.

Pois eu saberei fazê-lo sem ti.

Afinal, em vão esperei tua ajuda que nunca chegou...

E você supera. Você sabe que supera.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Revolta [não precisa ler, é para uso pessoal mesmo]

Com seis ou sete anos, ou seja, quando você ainda nem tinha real consciência, você começa a freqüentar a escola. Aí, você começa a perder boa parte do seu tempo - e da sua vida - indo lá. Quase todos os dias. Cinco sétimos da semana. E depois da quinta série, teus pais ainda te proíbem de sair durante a semana, com exceção de sexta-feira e olhe lá! E vem o ensino fundamental. O ensino médio. O vestibular - ai que meda [é "mêda" mesmo] -. E a universidade. Com sorte você começa a trabalhar quando concluí a universidade - isso se seus pais forem bonzinhos e com algum dinheiro -. Ou antes.

Então você trabalha, trabalha, trabalha. Aí com uns sessenta anos você se aposenta. FINALMENTE, você pode aproveitar a vida, certo? ERRADO. Porque você já vai ter de tomar cuidado com a saúde, e já não tem o fôlego de antigamente. E vai ter família, e se você trabalhou de se matar durante a vida num bom emprego, o dinheiro de sua aposentaria em parte já irá pro sustento da sua infame família. Pode ser pequena, ou enorme, a parte do seu dinheiro que será gastado em função deles. E então, sua saúde vai pouco a pouco ficando pior. Você vai ficando véio e frágil, então nem pode mais viajar e coisas assim. Ou ir à um show, ou qualquer coisa assim que você desejava na sua infância/ adolescência/ juventude/ meia-idade. E então, você morre.

Vamos ser otimistas e supôr que você morra aos oitenta. Faça as contas aí. Do número de anos que você teve exclusivamente pra você.

E depois venha me dizer que a vida é justa que eu esfrego esse post na sua cara.

domingo, 2 de dezembro de 2007

A inutilidade do ser e o vazio da existência humana.

Tudo blablablá de gente feia, pobre, burra e sem talento [?].
Não, não me pergunte, foi só algo que tive vontade de escrever.

Mas enfim, o ano tá acabando, grazadeos. E as férias eu vou passar na minha cidade de origem, êêê.

Francamente, eu poderia escrever um livro sobre "Como fazer posts inúteis e nonsense, com temas completamente diferentes do título, por Giovana Lizana". Ah, enfim.

Melhor do que insistir em fazer posts bonitinhos e inteligíveis que não são lidos por quase ninguém e comentados, menos ainda.

Aos meus poucos porém fiés leitores, lamento a frustração desta que vos escreve estas linhas.

Às vezes penso em deletar, outras em abandonar [o blog, animais].

Mas aos que queriam uma atualização, ei-la.